Quarto dia de CPBR 8 tem PayPal, direitos autorais, Wi-Fi Livre e mais

O quarto dia de Campus Party começou nesta sexta-feira (6) no Palco Terra com a abertura do Campus Fórum, às 10h, percorrendo temas como cultura da Internet, marco civil e mais. O debate contou com o Secretário de Política de Informática do Governo Federal, Virgilio Fernandes Almeida, os deputados federais Paulo Teixeira e Julio Semeghini, além do presidente do Instituto Campus Party, Francesco Farruggia. Ao longo do dia, foi a vez e PayPal, do projeto Wi-Fi Livre SP, direito autoral, um papo com um estrategista da NASA; confira os destaques.

John LeBlanc

Já no início da tarde, o diretor global da área de ‘’Developer Advocacy’’ do PayPal, Jonathan LeBlanc, entrou no Palco para falar sobre economia, tecnologia e, claro, inovações do PayPal. Na visão dele, os bancos estão perdendo relevância e espaço para empresas inovadoras que revolucionam o modo de pagamento, principalmente porque essas instituições tentam se manter da maneira errada, como dando crédito excessivo a quem não tem.

LeBlanc acredita que a cultura de cada país e a maneira que as populações fazem transações monetárias precisam ser levadas em conta, principalmente para que inovações sejam propostas para ajudá-las. ‘’Se os bancos não inovarem por eles mesmos, alguém vai inovar no lugar deles. As startups estão fazendo exatamente isto’’, finalizou ele.

Direito autoral

Em seguida, houve um debate sobre direitos autorais com a moderação do professor Ronaldo Lemos, advogado especialista em propriedade intelectual. Foram convidados para participar o deputado federal Paulo Teixeira e uma das diretoras do Coletivo Intervozes, Veridiana Alimonti.

Segundo Veridiana, a Internet possibilitou uma quebra na estrutura de proteção de obras autorais porque colocou o usuário diretamente ligado ao produtor de bens culturais. Contudo, o maior ameaçado neste contexto não é o autor, e sim os intermediários que ganhavam grandes porcentagens entre um ator e outro deste processo, como gráficas e gravadoras.

Para ela, a legislação quanto a direitos autorais deve ser alinhada ao acesso à informação, cultura e ações colaborativas, e não partindo do pressuposto de que metade da população que usa a internet é criminosa, como estaria na ”agenda” destes intermediários. ‘’A lei de 1968 não trata do contexto da Internet e a lei brasileira de direitos autorais ainda é uma das mais mal avaliadas do mundo’’, disse ela, encorajando uma retomada do debate para revisar a legislação.

Wi-Fi Livre São Paulo

No fim da tarde, João Cassino, da Secretaria Municipal de Serviços da prefeitura de São Paulo, subiu no Palco Terra para falar sobre o Programa Wi-Fi Livre. Criado em 2013 na gestão de Fernando Haddad, o projeto visa implantar redes gratuitas em praças de todas as regiões da capital. Até agora, o programa já possibilitou 2,5 milhões de conexões com 112 localidades atendidas.

O programa vem acompanhado de outras iniciativas, como a criação de uma rede pública de telecentros e a implantação do projeto Redes e Ruas, que tem o objetivo de financiar oficinas e workshops digitais gratuitos para a população em área aberta.

Cassino ainda ressaltou a importância de projetos como esse na cidade devido a grande quantidade de pessoas que utilizam internet a partir de aparelhos celulares em contraposição ao computador convencional. Por isso, a rua já é a nova fronteira onde a população acessa a web.

Matthew F. Reyes

A palestra chave do dia foi proferida por Matthew F. Reyes, estrategista de tecnologia emergente do centro de pesquisas da NASA. Ele mostrou algumas tecnologias desenvolvidas em seu trabalho que exemplificam como é possível fazer mais gastando menos no ramo espacial, além de contar sobre a ascensão da comunidade espacial ‘’Do-It-Yourself’’.

Com smartphones acoplados a caixas é possível substituir computadores caros que registram imagens no espaço, e impressoras 3D são um ótimo equipamento para levar até a lua e construir coisas, anulando o custo de se carregar equipamentos em ônibus espaciais.

Além disso, é possível atrair desenvolvedores ou leigos que gostam de ciência. Uma das possibilidades é a observação de asteróides. Isto porque eles são um perigo mais latente do que supomos: vários caem na Terra todos os anos sem que saibamos. A observação de todo o céu, porém, é uma tarefa impossível sem a colaboração de pessoas no mundo todo.

‘’Acho importante que os cidadãos brasileiros tenham um programa espacial e vocês deveriam fazer uma pressão política para que isso aconteça’’, disse o cientista.

 

Fonte: TechTudo

Por: Paulo Fugueiredo

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